segunda-feira, 28 de março de 2011

Um.cisto

A força e a virtude que tenho
Já não importam depois de hoje
Não me preocupo mais se não venho
Para o que me aguarda ou o que fosse.

Palavras não adiantam
quando forças já não se tem
Pra suportar essa carga tanta
Dos ombros do meu conhecido alguém.

O tempo chegou pra mim
Disso não posso fugir
Ainda que eu não sumisse ,assim,
É chegada a hora de partir.

E simples como quem só dormiu
Não haverá choro, não haverá vela
O mundo que me consumiu
Aquele homem consumiu ela.

domingo, 20 de março de 2011

Era doce, era um bolo. [mais um]

Tudo era tão lindo como se combinou,
ela esperaria, se arrumaria
só para o seu amor

e o tempo foi passando, foi diminuindo,
ela tão ansiosa, ela tão amorosa
para ele ligou -alô? (...)

e ela se fez bonita, e ela se arrumou,
para ver ele chegar,
mas ele não chegou

ainda com esperança, com amor, sem vida
esperou pela vinda,
mas só restou patida

e ele estava em casa, fechado pra tudo
e ela tão chateada,
se fechou pro mundo.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

my dear, we're slow dancing in a burning room.

you leave me feeling dirty
because you can't understand

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Quando o carnaval chegar

Eu sei, é assim, a história começou... começou bem.
Nada de "era uma vez", nada de será uma vez.
Esta é a última. É a última vez.
Onde há começo, há fim. -Há controvérsias.
Há felicidade. Há amor. Há carinho. Há um infinito pra nós.
14; 22.
25 ainda não veio. Virá.
Todo dia. Nossos dias... meio dia, meu dia, nunca de dia.
Você,
Eu:
Nós, sem nós. Desatados, mas ligados.
Um carnaval que chega, seguido do meu amor
Nosso amor é isso, nosso amor é alegre, é lindo.
Não vejo a hora de chegar.
Não vejo a hora de você chegar.
Eu quero você.
Eu amo você.
"Tô me guardando pra quando o carnaval chegar..."

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Artigo possessivo compartilhado.

O frio na barriga que dá
O abraço que me esquenta inteira
O beijo que me falta o ar
Tuas coisas em minha cabeceira.

Tua saudade o meu peito aperta
Tua boca que não me nega um beijo
Tua mão que me arrepia por completa
O silêncio que estrangula meu desejo.

Meu coração teima em pular do peito
Meu corpo inteiro queima paulatino
Meu sorriso que sorri teu jeito
Nossos caminhos encontraram um destino.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Tuas cordas, minhas costas.


Há muito tempo eu tento escrever
algum poema que possa nos descrever
com palavras claras,
com beijos, com você.

Então vem,
vem dedilhar minha cintura
vem musicar os meus quadris
vem violar minha doçura
você é tudo o que eu sempre quis.

Sim, eu sou teu violão em forma, som e cor,
com minhas notas, minhas rimas,
vem comigo cantar, amor.

Tudo o que é nosso,
em teu ouvido tudo posso,
o som, a cor, o dom
E tudo isso eu sei -de cor- que é bom.

Vem,
dedilhar minha cintura
musicar os meus quadris
violar minha doçura

você me faz feliz.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

_ _ _ _ _

Como sempre,
algo falta.
Hoje falta - e só hoje.

Passam os dias,
passam as tardes
dos dias,
chegam as noites.
E elas preenchem a falta.

Na verdade,
as noites que eram
repletas de nada.
Cheias de vazio.
Eu era vazia.

Vem
e preenche - aqui - o vazio.